O atendimento em M&B é especializado — não generalista. O foco está em casos que exigem abordagem de maior profundidade e prazo: situações complexas, refratárias, caracterológicas, ou que envolvem dificuldades relacionais persistentes. A base metodológica é dupla: TCC e Schema Therapy.
Abordagem base
A TCC é uma das abordagens com maior respaldo empírico em psicologia clínica. Ela trabalha a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos — identificando como padrões automáticos de pensamento mantêm o sofrimento e como é possível construir respostas alternativas. Não é sobre “pensar positivo”. É sobre aprender a questionar o que a própria mente produz como verdade.
Abordagem base
Desenvolvida para casos em que a TCC padrão não alcança o nível do problema. Trabalha com esquemas: padrões profundos de crenças sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo, formados em experiências precoces. Indicada para padrões relacionais antigos, transtornos de personalidade e histórico de múltiplos processos sem resultado consistente. Não substitui a TCC — aprofunda o trabalho quando o nível do problema exige.
Padrões de funcionamento emocional, relacional e comportamental que se mostram rígidos, persistentes e que causam sofrimento significativo — ao próprio indivíduo ou nas suas relações. São casos que frequentemente chegam ao Mind & Behavior após outros processos terapêuticos que não produziram mudança consistente.
A Schema Therapy é o método de escolha nestes casos: trabalha diretamente com os esquemas que organizam esses padrões e com os modos que mantêm o funcionamento disfuncional.
Casos que não responderam a tratamentos anteriores — psicoterapia, medicação, ou ambos — da forma esperada. Pacientes que estiveram em outros processos, com outros profissionais, e não conseguiram produzir mudança sustentada.
Refratariedade não significa que mudança é impossível: frequentemente significa que a abordagem ainda não chegou onde o problema realmente está. O trabalho em M&B começa por entender por quê — e estruturar um processo que chegue.
Esgotamento emocional, despersonalização e redução da eficácia — frequentemente em profissionais que operaram no limite por tempo prolongado. O burnout não é só cansaço: é um colapso de recursos que tem causas identificáveis e um processo de recuperação que pode ser estruturado.
Eudes atende casos de burnout com uma perspectiva incomum: conhece o ambiente organizacional que produz o adoecimento — não só pelo relato dos pacientes, mas por ter gerenciado pessoas em contextos de alta exigência. Isso muda o nível de compreensão do problema e, consequentemente, do trabalho.
Para casais que querem continuar juntos — mas não estão conseguindo. Conflitos que se repetem sem resolução, dificuldades de comunicação, crises de confiança ou de vinculação, ou um distanciamento que foi se instalando sem que nenhum dos dois soubesse nomear quando começou.
O trabalho em terapia de casal não é arbitrar quem tem razão: é entender como os padrões de cada um se ativam na relação e como é possível construir formas de funcionamento diferentes — que permitam que os dois permaneçam juntos de forma mais funcional e satisfatória.
Filhos não vêm com manual de instrução — e maternidade e paternidade são aprendidas, na maioria das vezes, na repetição dos padrões familiares de origem. O que os pais viveram como filhos tende a moldar como respondem aos próprios filhos, nem sempre da forma que gostariam.
O trabalho de orientação parental parte de um lugar pouco explorado em outras abordagens: a compreensão do desenvolvimento da criança e do adolescente. O objetivo não é corrigir os filhos: é educar e orientar os pais a compreenderem com mais profundidade o comportamento dos filhos — a partir de um lugar de mais entendimento e menos reatividade.
Adultos que chegam com diagnóstico estabelecido ou com suspeita — frequentemente após anos operando com estratégias compensatórias que custam cada vez mais. Dificuldades de foco, regulação emocional, impulsividade, organização, e o impacto de tudo isso nas relações e no trabalho.
O TDAH adulto raramente aparece sozinho: vem acompanhado de camadas de funcionamento adaptativo, crenças formadas sobre capacidade e valor, e frequentemente de ansiedade ou humor rebaixado. O trabalho considera o quadro completo.
Para pacientes com dificuldades específicas de regulação emocional, tolerância ao desconforto, comunicação assertiva ou habilidades sociais comprometidas — sejam parte de um quadro mais amplo ou como demanda central.
O treinamento de habilidades é estruturado, baseado em protocolos com evidência robusta, e constrói recursos concretos que o paciente não desenvolveu ou que perdeu ao longo do tempo.
A primeira conversa é exatamente para isso. Não é preciso chegar com diagnóstico fechado ou com o problema 100% nomeado.